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há semanas tenho ouvido repetidas vezes esta canção interpretada por joão alexandre. não tenho motivos específicos ou claros para isso, apenas tenho me deleitado com o relacionamento que a canção me proporcionou com Deus, através da ação dEle mesmo em mim.
hoje enquanto ouvia, rascunhei algo sem pretensão de ser, mas sendo o que há de mais verdadeiro em mim. resolvi compartilhar por aqui assim, simplesmente como foi. chamar isto de poesia ofenderia a muitos, então, chame como desejar. para Quem foi escrito não fará diferença
por hoje a canção e poucas palavras para o Poeta...
porque tudo perto dEle é insuficiente,
porque toda tentativa de dimensionar o Que, o Quem e o Ele, é insignificante e ilusória perto do que verdadeiramente já o É,
e se o É, é flagrante contínuo,
é EU SOU sem limite,
sem começo e sem final,
Existência e Eternidade doada e escrita, em mim,
um cego sem arte.
porque a linguagem é incapaz de conter, traduzir ou tatear.
Incabível.
porque canções só vislumbram pinturas frescas de imaginação que pouco, ou nada, concretizam a Verdade que ja é em mim.
Imprevisível.
se me calasse por hoje, já seria louvor.
silêncio que ecoa nEle,
que discerne estruturas, sentidos, intenções.
com o Poeta já não há estética,
é como o texto que se lê agora,
tem que ser,
e não parecer.
e se hoje sou, é porque escolhi ser nEle,
e se hoje escolho, é por ser arte dEle.
recriado em verso,
pois entre eu e Ele,
apenas poesia,
apenas Nós.
confuso ser poema no poema,
sem métrica, sem floreio,
verso inacabado.
sem ponto, sem acento,
sem pretensão vazia,
apenas rabiscado, rascunhado antes da existência,
porque antes de ser, já o era,
e o era assim,
como agora sou.
obra, singular,
era escrito,
escrito em sangue de Quem só escreve o que É.
e que hoje me inspira ao escrever mais um de Seus versos em mim.
por isso Ele, EU SOU,
e eu.
amo-Te Poeta!








